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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Navios contra a indústria do petróleo

Os navios Esperanza e Arctic Sunrise investigam e confrontam a indústria de exploração de petróleo em águas profundas. É o tour mundial “Indo além do petróleo”.
O navio Esperanza, do Greenpeace, saiu de Londres nessa segunda para enfrentar a indústria de petróleo e documentar os impactos de sua exploração em águas profundas. O destino não será revelado até a chegada para manter o elemento surpresa e não dar tempo das empresas exploradoras se prepararem para um protesto. 
Além do tour, o Greenpeace lançou um mapa interativo com as dez áreas de exploração em alto mar mais perigosas no mundo. Para a construção desse ranking de riscos, contabilizamos índices como a profundidade de exploração, os números de pontos perfurados e a vida marinha atingida em caso de vazamento. 
As áreas (identificadas no mapa abaixo) incluem a costa sudeste brasileira, costa leste do Canadá; Ártico; Nigéria; costa da Líbia, no Mediterrâneo; Indonésia; Mar do sul da China; Oceano Atlântico; Nova Zelândia e o próprio Golfo do México. 
Leila Dean, coordenadora da campanha de clima do Greenpeace no Reino Unido, diz que "é hora de irmos para além do petróleo, por isso enviamos nossos navios para o confronto com a indústria petrolífera – que se tornou suja e incrivelmente perigosa." 
Já o navio Arctic Sunrise está no Golfo do México para investigar por três meses os impactos na vida marinha do derramamento de óleo provocado por uma explosão na plataforma da BP em abril desse ano. 
As pessoas poderão acompanhar o tour pelo site oficial, pelas câmeras instaladas na ponte de comando dos barcos e pelo próprio site do Greenpeace Brasil
Empresas como a BP assumem grandes riscos ambientais e sociais para explorar em áreas cada vez mais perigosas, ao invés de investir em energias limpas para evitar o aquecimento global. Isso significa queimar somente 25% do combustível fóssil a que o mundo tem acesso, de acordo com o Instituto de Pesquisa Climática de Postdam.
Ao invés de perseguir as últimas gotas de petróleo, elas deveriam investir em energia eólica, solar e biomassa.

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